Tecnologia

Rede de malware usou 1,3 milhão de TV boxes, aponta Google

Relatório de 2 de novembro descreve software instalado no sistema dos aparelhos; interrupção da rede de comando não comprova limpeza de cada dispositivo.

TV box e controle em foto ilustrativa de 2025; aparelho sem vínculo comprovado com o caso XCPE.
Arquivo, sem vínculo com o caso · O. Jaszczyszyn/CC.

Uma rede de software malicioso chamada XCPE envolveu mais de 1,3 milhão de TV boxes no mundo, segundo relatório publicado pelo Google em 2 de novembro. A empresa afirma ter atuado com parceiros para interromper a infraestrutura usada no controle dos aparelhos.

O problema descrito começa no software de fábrica, antes de o usuário instalar aplicativos. Segundo a análise técnica, o componente tinha privilégios de sistema e podia ser reinstalado a partir de uma partição do fabricante após a remoção do aplicativo e uma reinicialização.

A infraestrutura era usada para fraude em publicidade, intermediação de tráfego pela conexão residencial e distribuição de outros programas maliciosos, conforme o Google.

Derrubar servidores de comando não significa comprovar que todos os dispositivos ficaram livres do componente instalado. A data do relatório também não deve ser confundida com uma operação realizada nesta quinta-feira (5).

O Google atribui à fabricante Videostrong participação deliberada na operação. Trata-se da conclusão anunciada pela empresa de segurança, não de condenação judicial apresentada nesta apuração.

O levantamento não afirma que todo TV box esteja infectado. A fotografia ilustrativa desta matéria não identifica um modelo afetado pelo XCPE.

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