Economia

Nova Zelândia mantém juros em 2,75% em votação apertada de 4 a 3

Minoria defendia alta para 3%. Banco central vê risco de inflação mais persistente, mas condiciona novas medidas ao cenário econômico.

Edifício iluminado do banco central da Nova Zelândia em Wellington, à noite.
Edifício do Banco da Reserva da Nova Zelândia, em Wellington, em 4 de janeiro de 2013. Arquivo; não retrata a reunião monetária de 2026. Foto: Clilly4/Wikimedia Commons. Origem · CC0 1.0. Cores e proporções preservadas.

O banco central da Nova Zelândia manteve a taxa básica em 2,75%, por quatro votos a três. A decisão foi divulgada na quarta-feira (28) no país, quando ainda era noite de terça-feira (27) no Brasil.

Os três integrantes vencidos defendiam aumento de 0,25 ponto percentual, para 3%. A maioria preferiu observar os efeitos de duas elevações anteriores e o comportamento da demanda doméstica.

A taxa foi mantida nesta reunião. A indicação de que um aperto adicional pode ser necessário é condicional e não equivale a uma alta futura já decidida.

Inflação e recuperação

Segundo o comunicado, a inflação anual passou de 4,1% no trimestre de junho para 3,7% no de setembro. Ainda supera o intervalo da meta, de 1% a 3%.

O banco projeta 4,4% no trimestre de dezembro, sob influência dos combustíveis, mas ressalta a incerteza causada pela volatilidade do petróleo.

Os 3,7% são inflação observada em 12 meses; os 4,4% são uma previsão. Nenhum dos dois números corresponde à variação de apenas um trimestre.

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