Cultura

Guatemala celebra beatificação de franciscano assassinado na guerra civil

Augusto Ramírez Monasterio foi proclamado beato neste sábado (7), 43 anos depois de sua morte. A cerimônia ocorreu perto de Antigua Guatemala.

Fachada da igreja de San Francisco el Grande, onde está sepultado Augusto Ramírez Monasterio
San Francisco, arquivo · H. Luyken / CC BY-SA 3.0.

A Igreja Católica proclamou beato o franciscano guatemalteco Augusto Rafael Ramírez Monasterio neste sábado (7). A missa aconteceu na Finca Municipal Florencia, em Santa Lucía Milpas Altas, nas proximidades de Antigua Guatemala, 43 anos depois do assassinato do sacerdote.

O cardeal mexicano Francisco Robles Ortega presidiu a cerimônia em nome do papa Leão XIV. O pontífice havia autorizado, em janeiro, o decreto que reconheceu o martírio do franciscano.

O caso relembrado na cerimônia

Segundo o relato do Vaticano, em 1983 o sacerdote acompanhou à polícia um trabalhador rural que buscava anistia após se juntar à guerrilha. O cardeal recordou que o padre sofreu pressões para revelar o que havia ouvido em confissão e preservou o sigilo.

Ramírez Monasterio atuou como pároco na igreja de San Francisco el Grande, em Antigua Guatemala. O templo abriga o túmulo do religioso, conforme o serviço de comunicação da Conferência Episcopal da Guatemala.

A morte ocorreu em 7 de novembro de 1983, durante o conflito armado interno guatemalteco. O ato deste sábado reconhece o sacerdote como beato, etapa distinta da canonização.

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