Saúde

Teste supervisionado não confirma alergia a amendoim em 271 bebês avaliados na Austrália

Resultado corresponde a 34,8% das 778 crianças testadas em um grupo com suspeita prévia. O estudo registrou 61 reações anafiláticas.

Dos 778 bebês testados, 271 não tiveram reação e 507 reagiram. Houve 61 casos de anafilaxia, incluídos entre as 507 reações.
Gráfico Matutino · dados de Brettig e colegas.

Um teste supervisionado de provocação oral com amendoim não desencadeou reação em 271 dos 778 bebês testados em dez hospitais públicos australianos. Todos integravam um grupo encaminhado para avaliação após suspeita de alergia. O artigo científico saiu on-line em 17 de setembro, e o instituto que coordenou o estudo divulgou o balanço em 5 de novembro.

Os 271 testes negativos correspondem a 34,8% das crianças submetidas à provocação oral. O estudo avaliou 1.275 bebês no total. A proporção descreve o grupo selecionado que fez o teste, e não a frequência da alergia na população.

O que os pesquisadores mediram

A equipe analisou retrospectivamente os registros do programa ADAPT, de abril de 2024 a outubro de 2025. Os participantes elegíveis tinham histórico de reação e evidência de sensibilização em exame de pele ou de sangue. No grupo testado, a idade mediana foi de 13 meses.

Das 778 crianças, 507 reagiram e 61 tiveram anafilaxia. Os episódios ocorreram durante um procedimento com equipe treinada. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia orienta que o teste seja feito em ambiente capaz de atender reações graves.

Os autores avaliaram um programa do qual os pesquisadores líderes também participam. O instituto informou apoio do centro nacional de alergia, financiado pelo governo federal australiano, e de entidades filantrópicas. A avaliação foi feita a partir de prontuários de uma rede de hospitais e não mediu a frequência de testes negativos fora desse grupo.

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