
A circulação do sarampo em países das Américas aumenta o risco de entrada do vírus no Brasil e exige continuidade da vacinação e da vigilância, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil em reportagem de 21 de outubro.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, informou naquela ocasião que o Brasil havia registrado 61 casos em 2026, em sua maioria de origem importada. O número é o recorte da entrevista, e não um total atualizado diariamente.
LEIA TAMBÉM
Ter casos importados não é a mesma coisa que manter transmissão sustentada. A certificação de eliminação depende da interrupção da circulação endêmica e da capacidade de detectar e responder às ocorrências.
Juarez Cunha, da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou que a proteção coletiva também beneficia pessoas que não podem receber a vacina em determinadas condições. Ele defendeu coberturas elevadas e sustentadas, não apenas campanhas durante surtos.
A investigação de suspeitas envolve confirmação, acompanhamento dos contatos e medidas de bloqueio definidas pelas autoridades sanitárias.
O aumento de casos no exterior não torna uma epidemia brasileira inevitável, mas amplia a importância da caderneta em dia e da resposta rápida dos serviços. A avaliação sobre mudanças na política vacinal americana foi atribuída aos entrevistados, sem tratá-la como explicação única de todos os surtos.





















