Saúde

Avanço do sarampo nas Américas aumenta pressão sobre a vigilância brasileira

Gestores e especialistas ouvidos pela Agência Brasil defendem vacinação e resposta rápida a casos importados.

Aplicação de vacina durante uma campanha contra sarampo
Vacinação contra sarampo na República Democrática do Congo, em 24/02/2014. Foto de arquivo; não é registro dos surtos nas Américas em 2026. Crédito: CDC Global / Wikimedia Commons — CC BY 2.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

A circulação do sarampo em países das Américas aumenta o risco de entrada do vírus no Brasil e exige continuidade da vacinação e da vigilância, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil em reportagem de 21 de outubro.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, informou naquela ocasião que o Brasil havia registrado 61 casos em 2026, em sua maioria de origem importada. O número é o recorte da entrevista, e não um total atualizado diariamente.

Ter casos importados não é a mesma coisa que manter transmissão sustentada. A certificação de eliminação depende da interrupção da circulação endêmica e da capacidade de detectar e responder às ocorrências.

Juarez Cunha, da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou que a proteção coletiva também beneficia pessoas que não podem receber a vacina em determinadas condições. Ele defendeu coberturas elevadas e sustentadas, não apenas campanhas durante surtos.

A investigação de suspeitas envolve confirmação, acompanhamento dos contatos e medidas de bloqueio definidas pelas autoridades sanitárias.

O aumento de casos no exterior não torna uma epidemia brasileira inevitável, mas amplia a importância da caderneta em dia e da resposta rápida dos serviços. A avaliação sobre mudanças na política vacinal americana foi atribuída aos entrevistados, sem tratá-la como explicação única de todos os surtos.

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