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ICMBio ouve pescadores sobre áreas de proteção em montes submarinos

A proposta em consulta prevê dois refúgios de vida silvestre e uma área de uso sustentável no Atlântico Equatorial.

Ilhotas do Morro Dois Irmãos e mar de Fernando de Noronha em foto de arquivo.
Noronha, arquivo · Ricardo Polisel Alves / CC BY 2.0.

Uma proposta do ICMBio para proteger cadeias de montanhas submarinas no Atlântico Equatorial foi debatida com pescadores e representantes de comunidades tradicionais em Natal, na sexta-feira, 6 de novembro. As áreas estudadas ficam principalmente ao largo do Rio Grande do Norte e do Ceará.

O desenho apresentado pelo instituto reúne dois refúgios de vida silvestre, de proteção integral, e uma área de proteção ambiental, que admite usos econômicos sob regras. A soma passa de 18,2 milhões de hectares.

O que a consulta discute

Os montes se elevam a partir do fundo do oceano. O estudo técnico mapeou habitats em 12 dos 13 montes com topos em profundidades intermediárias. Nesses pontos, a luz disponível permite a presença de recifes e algas calcárias, e o relevo concentra diferentes espécies.

Na reunião, representantes de pescadores questionaram o efeito sobre a renda. Segundo o relato da Agência Brasil, técnicos do ICMBio disseram que as áreas delimitadas ficam além das zonas de pesca artesanal próximas à costa.

A consulta é uma etapa anterior à eventual criação das unidades. O debate inclui limites, regras para atividades como a pesca industrial e a participação das comunidades na gestão.

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