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Falta de recursos ameaça abrigos de emergência no Sudão

Agências humanitárias estimam 15,4 milhões de pessoas com necessidade urgente de abrigo e itens domésticos. Cerca de 936 mil foram atendidas.

Abrigos improvisados com galhos e plástico em um campo perto de Nyala, no Sudão.
Darfur, arquivo de 2005 · USAID.

Os estoques de abrigo emergencial no Sudão estão próximos de se esgotar, alertaram em 6 de novembro a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A falta de recursos limita a entrega de tendas e outros itens a famílias que fugiram dos combates ou retornaram a localidades destruídas.

As agências estimam que 15,4 milhões de pessoas precisam de abrigo e artigos domésticos de emergência. Com os recursos disponíveis, conseguem priorizar cerca de uma em cada dez. O balanço conjunto registra 936 mil pessoas já atendidas, abaixo da parcela que as equipes pretendem alcançar.

Voltar para casa pode exigir novo abrigo

Cerca de 8,6 milhões continuam deslocados dentro do Sudão, segundo o comunicado. Mais de 4,6 milhões atravessaram fronteiras e mais de 5,2 milhões retornaram às áreas de origem. As agências descrevem situações distintas e relatam que parte das famílias retornou a casas danificadas e regiões com serviços interrompidos.

Combates, ataques com drones e estradas ou outras estruturas danificadas também dificultam o acesso das equipes, afirmaram Acnur e OIM. A Reuters relatou que o chefe da missão da OIM no país pediu recursos flexíveis para repor os estoques e levar a ajuda a locais de difícil acesso.

Quanto falta para a resposta humanitária

O plano humanitário do Sudão para 2026 requer US$ 2,9 bilhões e havia recebido cerca de 47% desse montante no balanço de sexta-feira. O plano cobre várias áreas de assistência e busca atender 20,4 milhões de pessoas, um universo diferente do recorte específico de abrigo.

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