Economia

Bradesco e XP reduzem previsão de crescimento do Brasil para 2027

Instituições cortaram estimativas de 1% para 0,4% e 0,3%, respectivamente, em revisões divulgadas em 6 de novembro.

Prédios de São Paulo vistos do Edifício Banespa na direção da Avenida Paulista, em foto de arquivo.
São Paulo, arquivo · Thomas Hobbs / CC BY-SA 2.0.

Bradesco e XP reduziram na sexta-feira, 6 de novembro, suas estimativas para o crescimento da economia brasileira. O Bradesco passou a prever alta de 0,4% do Produto Interno Bruto em 2027, segundo a Reuters. A XP baixou a sua projeção para 0,3%, em relatório divulgado pela própria instituição.

As duas casas projetavam expansão de 1% para o ano que vem. Elas também reduziram a previsão para 2026, de 1,7% para 1,5%. As estimativas refletem hipóteses sobre a atividade econômica e podem mudar com a divulgação de novos dados.

Crédito e inflação pesam nas estimativas

A XP atribuiu a revisão ao aperto das condições de financiamento, ao endividamento de famílias e empresas e à perspectiva de menor impulso fiscal. A instituição também elevou de 4,4% para 5,5% a projeção para o IPCA de 2027. O Bradesco elevou a sua de 4,1% para 5,3%, de acordo com a Reuters.

Os cortes seguem revisões semelhantes feitas por Itaú e BTG Pactual na semana anterior, segundo a agência. Os números pertencem aos cenários de cada instituição.

O que já foi decidido sobre os juros

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano em 4 de novembro. As estimativas sobre a trajetória futura dos juros continuam sujeitas às próximas decisões do Banco Central.

A XP prevê que a taxa permaneça nesse nível até o fim de 2027 em seu cenário central. O relatório admite outras trajetórias se as expectativas de inflação ou as condições econômicas mudarem.

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