
Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou neste domingo (1º) a ação do governo que buscava impedir, sob determinadas condições, a certificação do resultado da disputa por uma cadeira no Senado pelo Alasca. O caso envolve dois candidatos com nomes semelhantes às vésperas da eleição de terça-feira (3).
O pedido do Departamento de Justiça previa impedir a certificação caso o senador republicano Dan S. Sullivan perdesse e os votos dados ao outro candidato de nome semelhante pudessem alterar o resultado. O governo defendia investigar se esses eleitores pretendiam votar no senador.
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O que decidiu a Justiça
A juíza Sharon Gleason concluiu que a solução solicitada não era viável, em parte porque eleitores já haviam votado antecipadamente. A magistrada também apontou a falta de um plano exequível para separar e investigar cédulas sem comprometer o sigilo do voto.
A ação foi extinta sem resolução do mérito, por falta de jurisdição. A decisão não declara comprovada nem descarta a alegação de confusão entre candidatos.
Dois nomes na cédula
Além do senador que busca a reeleição, concorrem a democrata Mary Peltola e o professor aposentado Daniel J. Sullivan, entre outros candidatos. De acordo com a Associated Press, o senador e aliados acusam o homônimo de poder desviar votos por confusão. Peltola afirmou não querer enganar eleitores e negou envolvimento de sua campanha na candidatura do outro Sullivan.
Os tribunais estaduais permitiram que Daniel J. Sullivan permanecesse na disputa; os dois aparecem identificados de modo distinto na cédula, segundo a Associated Press. A eleição usa voto por ordem de preferência.
A decisão judicial foi publicada antes da votação de 3 de novembro e não informa resultado eleitoral. A Reuters e a Associated Press relataram a rejeição do pedido federal neste domingo.





















