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CBF pede apuração após dirigente mencionar hospedagem de árbitros

A entidade solicita investigação e reforço de segurança; o presidente da organizada diz que publicou a mensagem como torcedor e nega ameaça.

Árbitro de uniforme verde conduz partida de futebol em 14 de abril de 2026; foto de arquivo, não relacionada à apuração citada.
Árbitro em partida de arquivo, 14/4/2026. Samson Ssemakadde · CC0 1.0.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu ao Ministério Público de São Paulo que apure uma mensagem publicada pelo presidente da Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico, conhecido como Alê, que mencionou saber onde árbitros se hospedam antes das partidas. A entidade também solicitou medidas para reforçar a segurança da arbitragem.

O pedido da CBF é uma representação para que as autoridades investiguem possíveis responsabilidades; ele não equivale a uma denúncia aceita, a uma conclusão do Ministério Público ou a uma condenação.

O que foi publicado

Em uma postagem sobre decisões de arbitragem, Domênico criticou a atuação dos juízes e afirmou que a torcida sabia os hotéis usados por eles. Também escreveu que estaria ficando difícil conter a reação dos torcedores. A CBF considerou que a referência aos locais de hospedagem poderia ultrapassar a crítica esportiva e pediu preservação dos dados da publicação e apuração do caso.

Em resposta divulgada nas redes, Domênico disse que escreveu como torcedor, em seu perfil pessoal, e não em nome da organizada. Afirmou que a mensagem não foi ameaça e que queria descrever o ambiente de revolta dos torcedores, não incentivar violência.

A entidade pediu proteção para árbitros em estádios, hotéis e trajetos, além da avaliação de medidas judiciais. São solicitações ainda sujeitas à análise das autoridades competentes.

Pedidos e resposta

Segundo a cobertura do ge, a representação requer a abertura de procedimento investigatório criminal ou a requisição de inquérito policial. A CBF também pediu preservação de dados da postagem e que o Ministério Público avalie medidas cautelares. O texto da entidade aponta possíveis enquadramentos legais, sem afirmar que os delitos já foram comprovados.

Antes da representação, integrantes do Ministério Público paulista se reuniram com um dirigente da Federação Paulista de Futebol e encaminharam um ofício para que Domênico se manifeste em cinco dias. Esse encaminhamento é distinto do pedido posterior feito pela CBF.

Até a publicação desta notícia, não havia decisão pública sobre o pedido da CBF nem conclusão de investigação. A resposta do dirigente e o estágio processual devem ser acompanhados antes de tratar as alegações como fatos provados.

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