Economia

Tesouro Direto tem R$ 8,77 bilhões em compras de títulos em setembro

Saldo entre aplicações e resgates foi positivo em R$ 4,83 bilhões. Balanço separa 36,7 milhões de cadastrados de 3,9 milhões de investidores ativos.

Ilustração editorial por IA com moedas, caderno e referência visual a Brasília.
Títulos públicos. Ilustração por IA: Matutino.

As compras de títulos pelo Tesouro Direto somaram R$ 8,77 bilhões em setembro de 2026, segundo o balanço mensal do Tesouro Nacional, consultado nesta quinta-feira (29). As recompras e os vencimentos totalizaram R$ 3,94 bilhões, deixando saldo positivo de aproximadamente R$ 4,83 bilhões.

Os R$ 8,77 bilhões são aplicações brutas no mês. O valor líquido, depois dos resgates e vencimentos, é menor e não deve ser confundido com o estoque total de investimentos.

O relatório registra R$ 3,9235 bilhões em recompras e R$ 20,8 milhões em vencimentos. O saldo exato da tabela, antes do arredondamento, é de R$ 4,8258 bilhões.

Pequenas operações e tamanho do estoque

Foram realizadas 1.249.333 operações de compra de títulos por investidores. As aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 61,3% do número de operações; as de até R$ 5 mil, a 82,6%. O valor médio por operação foi de R$ 7.019,82.

Essas participações medem a quantidade de operações em cada faixa. Não significam que 82,6% de todo o dinheiro aplicado veio de compras de até R$ 5 mil.

O estoque do programa atingiu R$ 279,3 bilhões no fim de setembro, alta de 2,7% sobre agosto e de 43% em relação a setembro de 2025. Os títulos ligados a índices de preços representavam 46,7% desse saldo; os vinculados à Selic, 39,5%; e os prefixados, 13,8%.

Cadastrado não é o mesmo que ativo

A base chegou a 36.746.622 participantes cadastrados, com 307.225 novos registros no mês. O número de investidores ativos era de 3.924.677, após acréscimo mensal de 92.224.

O levantamento descreve posições e movimentações de setembro. Não é uma cotação de títulos nesta quinta-feira nem uma medida da reação do mercado à eleição de outubro.

O documento indica última alteração em 26 de outubro e foi noticiado pelo Poder360 nesta quinta-feira. Os dados agregados não constituem recomendação de compra nem garantem rentabilidade individual.

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