
A fotógrafa e historiadora Irene de Figueiredo Santos morreu na terça-feira (27), aos 78 anos, em Porto Alegre. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira (28) pela Agência Brasil e pelo Jornal do Comércio, que atribuiu a confirmação ao Coletivo Almas Retintas.
Irene dedicou seu trabalho à presença negra na história de Porto Alegre. Seu acervo combina registros fotográficos, pesquisa e memórias de famílias que ajudam a contar a formação da cidade.
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Fotografia e pesquisa histórica
Formada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Irene se definia como fotógrafa autodidata. Sua trajetória também passou por música, artes visuais e artes cênicas, conforme o perfil publicado pela Agência Brasil.
Entre seus principais trabalhos está Negro em Preto e Branco — História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, publicado em 2005. A obra recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura no ano seguinte, na categoria Literatura Especial.
Acervo ganha exposição
A exposição A Força da Memória, apresentada pelo Coletivo Almas Retintas em parceria com o Museu da UFRGS, retoma esse trabalho. A descrição pública da mostra destaca as fotografias de Irene, os textos da jornalista Vera Daisy Barcellos e a idealização da documentarista Lizandra Moraes.
O projeto também reúne o acervo histórico organizado pela pesquisadora. Álbuns de família e lembranças coletivas fazem parte da proposta de mostrar o protagonismo negro na memória da cidade.





















