Economia

Fed mantém juros entre 3,75% e 4%; duas dirigentes defendem alta

Decisão foi aprovada por dez votos a dois. Banco central americano diz que a inflação segue elevada e que mais dados ajudarão a definir os próximos passos.

Sede do Federal Reserve em Washington, em fotografia oficial de 29 de março de 2011.
Federal Reserve, 2011 (arquivo). Foto: Fed.

O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (28) a faixa de sua taxa básica de juros entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão do banco central dos Estados Unidos foi aprovada por dez votos a dois, segundo o comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), divulgado às 15h de Brasília.

Lisa Cook e Beth Hammack votaram contra a manutenção porque defendiam uma alta de 0,25 ponto percentual. Essa proposta não foi aprovada pela maioria do comitê.

Inflação continua no centro da decisão

Na avaliação do Fed, a atividade econômica americana cresce em ritmo forte. O consumo doméstico permanece resistente, os investimentos estão robustos e o avanço da produtividade é significativo, apesar da incerteza ligada, em parte, a acontecimentos geopolíticos.

O comitê afirma que a geração de empregos tem acompanhado o crescimento da força de trabalho e que a taxa de desemprego mudou pouco. O comunicado não apresenta uma nova projeção numérica de crescimento ou de inflação para os próximos anos.

A manutenção dos juros não significa que o Fed considere a inflação resolvida. O comunicado diz que ela permanece elevada e reafirma o objetivo de reconduzi-la a 2%.

Próximos passos dependem de informação

A instituição afirma que o acúmulo de informações ajudará a determinar a orientação adequada da política monetária. A decisão anunciada não contém uma promessa de corte ou aumento na reunião seguinte.

A nota de implementação mantém a remuneração dos saldos de reservas bancárias em 3,90%, com efeito em 29 de outubro. A taxa de crédito primário fica em 4%.

A faixa de 3,75% a 4% é a referência para os fundos federais nos Estados Unidos. Ela é distinta da taxa de 3,90% paga sobre reservas bancárias e não altera a Selic brasileira.

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