
O Banco do Canadá elevou nesta quarta-feira (28) sua taxa básica de juros de 2,25% para 2,5% ao ano. A decisão, anunciada em comunicado oficial, responde ao risco de que o encarecimento da energia se espalhe para outros preços. É o primeiro aumento desde julho de 2023, segundo a Reuters.
A alta foi de 0,25 ponto percentual. O banco admite novos aumentos, mas afirma que não há uma trajetória predeterminada para os juros.
LEIA TAMBÉM
Na avaliação da autoridade monetária, a economia tem mostrado resistência suficiente para justificar a medida, mesmo sob incerteza comercial. O objetivo declarado é impedir que custos mais altos de combustíveis e insumos se transformem em inflação persistente.
Energia pressiona o cenário
O comunicado informa que a inflação ao consumidor tem ficado em torno de 3% desde abril e pode chegar a 3,5% no fim do ano. Sem a gasolina, o índice estava em 2,2% em setembro; as medidas de núcleo permaneciam próximas de 2%.
O banco prevê inflação ao redor de 3% durante boa parte de 2027 e retorno à meta de 2% em meados de 2028. São projeções condicionadas ao cenário econômico, sujeitas a revisão.
A diferença entre a inflação total e os núcleos ajuda a explicar o dilema: aumentar juros pode limitar a propagação de preços, mas também encarece o financiamento num momento de recuperação moderada.
Crescimento e próxima decisão
A instituição projeta crescimento de 1% para a economia canadense em 2026 e de 2% em cada um dos dois anos seguintes. Barreiras comerciais e a relação com os Estados Unidos continuam entre as fontes de incerteza.
Em entrevista coletiva relatada pela Reuters, o presidente do banco, Tiff Macklem, afirmou que a condução será cuidadosa. A próxima decisão sobre juros está marcada para 9 de dezembro.
A mudança atinge a política monetária canadense. Não altera a Selic brasileira nem garante, por si, um movimento específico de câmbio, crédito ou investimento no Brasil.





















