
O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (27) novas orientações de acesso ao Acolhe Mais, serviço de atendimento psicológico remoto para mulheres que vivem ou viveram violência e para familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
O serviço já havia sido anunciado em agosto e está disponível pelo Meu SUS Digital. A orientação divulgada agora não deve ser confundida com lançamento de uma plataforma nova.
LEIA TAMBÉM
Não é necessário encaminhamento prévio de uma unidade de saúde nem apresentar documento que comprove violência ou a condição de cuidadora para iniciar a solicitação, segundo o ministério.
Como solicitar
No aplicativo Meu SUS Digital, a usuária deve entrar com a conta gov.br e abrir a seção Miniapps. A opção é “Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. O acesso encaminha à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
Após preencher os dados e indicar a situação prevista pelo programa, é preciso concluir o pedido e aguardar o contato para agendamento. O ministério informa que a equipe deve fazer esse contato em até 24 horas. Esse prazo se refere ao retorno para escolher data e horário, não à realização da consulta.
Atendimento e continuidade
As sessões ocorrem por videochamada com psicólogas. A agenda informada é de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. O comunicado não explicita o fuso desses horários. Cada mulher pode realizar até dez sessões, com avaliação da necessidade de continuidade.
O público inclui mães, avós, tias, irmãs e outras familiares que exercem o cuidado nas condições definidas. A proposta é reduzir barreiras para quem tem dificuldade de deslocamento ou de conciliar a rotina com atendimento presencial.
O teleatendimento não substitui atendimento de emergência nem os cuidados presenciais indicados pela equipe de saúde. Quando necessário, a continuidade pode envolver CAPS ou outros serviços do SUS.
As condições e os prazos descritos são os divulgados pelo Ministério da Saúde. O Matutino não realizou cadastro de teste ou atendimento clínico e não dispõe, nesta checagem, de indicadores próprios de espera, execução ou resultado terapêutico.





















