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Bolívia apura se magistrado procurado pela Justiça está no Brasil

Rómer Saucedo, que presidia o Tribunal Supremo de Justiça boliviano, anunciou que deixou o país. A Procuradoria diz que há indícios de que esteja em território brasileiro.

Fachada da sede do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, em Sucre, em foto de arquivo.
Tribunal em Sucre, arquivo · Valdiney Pimenta / CC BY 2.0.

A Procuradoria-Geral da Bolívia investiga se Rómer Saucedo, que presidia o Tribunal Supremo de Justiça do país, está no Brasil. O procurador-geral interino, José Armando Urioste, disse na sexta-feira (6) que há informações preliminares de que o magistrado esteja em uma cidade brasileira. As autoridades bolivianas acionaram alertas migratórios para tentar localizá-lo, segundo o jornal boliviano El Diario.

Saucedo anunciou na quarta-feira (4) que havia deixado a Bolívia com a família. Ele alegou perseguição e disse temer pela segurança de todos. A mensagem não identificou o país de destino. O Ministério de Governo boliviano informou no mesmo dia que a Direção-Geral de Migração apurava por onde ele havia saído.

O que a Procuradoria investiga

Uma ordem de prisão contra o magistrado foi emitida em 3 de novembro, segundo o documento consultado pelo jornal boliviano El Deber. A investigação envolve suspeitas de tráfico de drogas e participação em organização criminosa. Urioste afirmou que a apuração segue na Justiça comum por entender que esses fatos não teriam sido praticados no exercício da presidência do tribunal. A suspeita de suborno relacionada à atuação do magistrado pode ser examinada separadamente, segundo o procurador.

As autoridades bolivianas estudam uma eventual extradição, caso Saucedo seja localizado e a Justiça boliviana o declare formalmente foragido, conforme relatou El Diario. Os alertas migratórios servem para buscar o magistrado. O Matutino não encontrou confirmação de entrada no Brasil nem de pedido formal de extradição.

Quem está à frente do tribunal

A decana Rosmery Ruiz assumiu a presidência interinamente após a saída anunciada por Saucedo, segundo o jornal Los Tiempos. O Tribunal Supremo de Justiça é a instância máxima da Justiça comum boliviana. O Tribunal Constitucional Plurinacional é um órgão distinto.

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