Justiça

Fachin vota e pede respeito ao resultado da eleição

Presidente do STF defende soberania popular e diz que o país precisa de paz. Manifestação deste domingo retoma tema de discurso feito na Corte na quarta-feira.

Ministro Edson Fachin em fotografia divulgada pelo STF
Edson Fachin, presidente do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF, via Agência Brasil. Origem da imagem.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, votou neste domingo (25), em Brasília, e defendeu que as escolhas feitas nas urnas sejam respeitadas. A declaração foi registrada pela CNN Brasil e pelo Poder360 após o voto do ministro.

Fachin afirmou que a autoridade dos governantes deriva da soberania popular e disse que o Brasil precisa de paz e tranquilidade para enfrentar os desafios do dia seguinte à eleição.

A manifestação trata do respeito às escolhas dos eleitores. Não é uma decisão judicial, não altera as regras da disputa e não atribui a vitória a qualquer candidato antes da totalização.

O contexto do pronunciamento anterior

O ministro já havia abordado o tema na quarta-feira, 21 de outubro, na abertura do encontro Diálogos com o Supremo, em Brasília. Naquele discurso, afirmou que a democracia exige compromisso com as regras também de quem sai derrotado.

Ao discutir a atuação de tribunais constitucionais, apontou riscos tanto na omissão diante de violações de direitos quanto na tentativa de substituir a discussão política pela vontade da Corte. Defendeu prudência, coerência e explicação das razões de cada decisão.

O discurso de 21 de outubro e a entrevista após o voto de 25 de outubro são manifestações em ocasiões diferentes. A fala anterior não deve ser apresentada como se tivesse sido pronunciada integralmente neste domingo.

Naquela exposição, Fachin não citou nominalmente Lula ou Flávio Bolsonaro ao tratar do comportamento de quem perde. Também cobrou comunicação clara e submissão da própria atuação dos tribunais ao Direito.

Atualização de 25/10: acrescentadas as declarações após o voto e reorganizado o contexto de 21/10, antes apresentado como antecedente de uma eleição ainda futura. Mantidos ID, chave, URL e publicação original. A fotografia é de arquivo, divulgada pelo STF e pela Agência Brasil; não registra o voto deste domingo.

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