Agro

Projeção aponta recuperação gradual nas compras de insumos em 2027

Rabobank estima entregas de 46,6 milhões de toneladas de adubos; endividamento e juros ainda limitam a recuperação do produtor.

Ilustração editorial por IA de tanques e tubulações de indústria genérica; não retrata a fábrica de Campana.
Indústria genérica · Ilustração por IA: Matutino, 29/10/2026.

O mercado brasileiro de insumos agrícolas deve ter uma recuperação gradual em 2027, condicionada à situação financeira dos produtores. Projeção divulgada pelo Rabobank na quinta-feira (5) estima entregas de 46,6 milhões de toneladas de fertilizantes no próximo ano, após um período de compras pressionadas.

O volume é uma previsão de entregas comerciais, não uma medição de adubo já aplicado nem de produtividade das lavouras. Para 2026, o banco projeta 44,4 milhões de toneladas, queda de 9,6% na comparação anual.

Caixa do produtor condiciona a retomada

A análise de Bruno Fonseca, do RaboResearch, relaciona a demanda aos custos de produção, às taxas de juros e ao serviço da dívida. Esses fatores reduzem a capacidade de financiar novas compras, mesmo quando há necessidade de reposição de insumos.

O cenário de melhora depende de condições financeiras e comerciais; não significa que os produtores já tenham recuperado suas margens. A avaliação aponta estabilização no ciclo dos grãos, com recuperação mais clara esperada para a safra 2027/28.

Defensivos e concorrência

O estudo estima que o mercado de defensivos, incluindo químicos e biológicos, alcance US$ 20,9 bilhões em 2027. A concorrência no setor e a disponibilidade de caixa nas propriedades também condicionam as vendas.

Valor de mercado em dólares e quantidade de fertilizantes em toneladas são indicadores diferentes e não podem ser somados como se medissem o mesmo resultado. As estimativas tampouco constituem lucro realizado ou garantia de rentabilidade para uma propriedade.

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