
Uma análise de registros do SUS encontrou queda nas primeiras consultas por lesões pré-cancerígenas do colo do útero entre adolescentes após a introdução da vacinação contra HPV. O estudo foi relatado pela Agência Brasil em 19 de outubro e publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics.
Entre meninas de 15 a 19 anos, os atendimentos passaram de 603 em 2015 para 136 em 2023. A taxa informada caiu de 7,1 para 1,8 por 100 mil, medida diferente da contagem absoluta.
LEIA TAMBÉM
A comparação é observacional e considera dados agregados de atendimento. Não se trata de um ensaio que mediu a proteção de cada adolescente vacinada.
A pesquisa utilizou registros de diagnóstico e procedimentos do sistema de informação ambulatorial. Seus autores são ligados à farmacêutica MSD, vínculo relevante para a leitura dos resultados.
O padrão encontrado é compatível com efeitos esperados da prevenção, mas consultas também dependem de acesso, registro e procura pelos serviços.
A redução de consultas não significa desaparecimento do câncer nem permite transformar a variação percentual em uma medida de eficácia individual da vacina. A orientação sobre vacinação e rastreamento deve seguir as recomendações de saúde aplicáveis a cada faixa etária.





















