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Alliana segue na linha de sucessão após Câmara rejeitar impeachment

Câmara rejeitou afastamento do vice por 48 a 30; suspensão da votação sobre a renúncia de Peña mantém o desfecho da transição pendente.

Pedro Alliana e Marco Rubio em encontro oficial, arquivo de agosto de 2026.
Alliana e Rubio, arquivo 2026 · F.Everett/Dept.de Estado.

Pedro Alliana permanece na linha de sucessão da Presidência do Paraguai após a Câmara rejeitar nesta quinta-feira (5) o pedido para submetê-lo a impeachment. Foram 48 votos pela rejeição e 30 favoráveis ao processo contra o vice.

A votação sobre Alliana é diferente da acusação aprovada contra Santiago Peña, que ainda depende de julgamento no Senado. Peña anunciou a apresentação de sua renúncia durante a crise do Ueno Bank.

A votação da renúncia de Peña em sessão conjunta foi suspensa nesta quinta-feira após a saída de governistas e a perda de quórum. O novo estágio mantém pendente o desfecho institucional da transição; não comprova a posse de Alliana.

O que prevê a sucessão

O artigo 234 da Constituição prevê que o vice assuma em caso de vacância presidencial e complete o mandato. Já o artigo 202 atribui ao Congresso aceitar ou rejeitar a renúncia do presidente e do vice.

Alliana é vice desde 2023. Antes, governou Ñeembucú de 2008 a 2012 e foi deputado de 2013 a 2023, além de presidir a Câmara e dirigir o Partido Colorado.

Estar na linha de sucessão não é confirmação de posse. A transição precisa ser acompanhada por seus atos institucionais, sem antecipar o resultado da sessão.

Atualização: incorporada a suspensão da votação da renúncia por falta de quórum. A publicação original foi preservada.

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