
O Senado do Paraguai adiou para sexta-feira (6) a análise do impeachment de Santiago Peña. A sessão aberta na noite desta quinta-feira (5) foi interrompida para notificar o presidente e permitir sua apresentação de defesa. A retomada foi anunciada para as 10h, no horário local.
Peña continua oficialmente na Presidência; não havia decisão de destituição ao fim da sessão. Em carta divulgada durante a noite, ele afirmou que comparecerá para exercer o direito de defesa com argumentos e provas.
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Mais cedo, uma sessão conjunta do Congresso que examinava o pedido de renúncia apresentado por Peña foi suspensa após a saída de governistas e a perda de quórum.
A análise da renúncia e o julgamento político são procedimentos diferentes. O adiamento no Senado não significa aceitação da carta nem posse de um sucessor.
A Câmara dos Deputados havia aprovado por 78 votos a zero a acusação contra Peña durante a crise do Ueno Bank. O artigo 225 da Constituição atribui aos deputados a acusação e aos senadores o julgamento.
O pedido de impeachment do vice, Pedro Alliana, foi rejeitado na Câmara por 48 votos contra o afastamento e 30 a favor. Ele permanece na linha constitucional de sucessão, sem confirmação de posse.
A acusação aprovada pelos deputados não equivale à destituição definitiva nem a uma condenação criminal. As responsabilidades políticas e eventuais crimes seguem vias distintas.
Atualização: incorporados o adiamento do julgamento no Senado para 6 de novembro e a manifestação de Peña sobre sua defesa. O registro anterior já informava a suspensão da votação da renúncia por falta de quórum. A publicação original foi preservada.





















