
O acidente do voo 402 da TAM completa 30 anos neste sábado, 31 de outubro. Em 1996, o Fokker 100 caiu pouco depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atingindo edificações no bairro do Jabaquara. O relatório da investigação aeronáutica registrou 99 mortes.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), morreram 89 passageiros, seis tripulantes e quatro pessoas em solo. A aeronave seguia de Congonhas para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
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O que a investigação apurou
O relatório descreve que, logo depois de sair do solo, a tripulação enfrentou uma situação anormal e que testemunhas observaram a abertura e o fechamento do reversor do motor direito. Durante os cerca de 24 segundos de voo, o avião perdeu o controle e atingiu imóveis.
A investigação aeronáutica tem finalidade de prevenção de novos acidentes, não de estabelecer culpa ou responsabilidade. Suas conclusões devem ser lidas nesse contexto.
Uma análise da autoridade de aviação dos Estados Unidos (FAA) também descreve a abertura não comandada do reversor e a sequência de eventos na decolagem. Os documentos tratam de uma combinação de falhas e condições operacionais, em vez de reduzir o acidente a uma explicação isolada.
Apoio às famílias
Após a tragédia, familiares ajudaram a criar, em maio de 1997, a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa). A entidade informa que orienta famílias e participa de iniciativas relacionadas à prevenção e à assistência após acidentes.
A lembrança da data reúne a memória das vítimas e a necessidade de preservar o aprendizado sobre segurança e acolhimento das famílias.
A fotografia que acompanha esta reportagem mostra Congonhas em 2013. Ela é um registro de arquivo do aeroporto e não retrata o voo ou o acidente de 1996.





















