
A Ford divulgou nesta quarta-feira (28) lucro líquido global de US$ 2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, abaixo dos US$ 2,4 bilhões de um ano antes. A receita ficou em US$ 49,5 bilhões, queda de 2% na mesma comparação.
O lucro líquido caiu, enquanto o resultado antes de juros e impostos ajustado aumentou. São medidas diferentes de desempenho e não devem ser tratadas como o mesmo lucro.
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O EBIT ajustado alcançou US$ 2,7 bilhões, ante US$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025. A diretora financeira Sherry House atribuiu o avanço à combinação de produtos com margens maiores e controle de custos, em texto publicado pela companhia.
Pressão das matérias-primas
Segundo a Reuters, a montadora elevou de cerca de US$ 2 bilhões para quase US$ 2,5 bilhões a estimativa de pressão anual dos custos de commodities. A reportagem cita cobre, aço, combustíveis e chips entre os itens que pesam sobre a operação.
A agência também relatou interrupção de quase uma semana na produção da F-150, em setembro, por problema com um fornecedor. A administração afirmou que a recuperação operacional ligada à fornecedora de alumínio Novelis estava, em grande parte, superada.
O balanço é da operação mundial da fabricante. Ele não representa um resultado isolado do Brasil nem confirma mudança de preço ou lançamento de veículo no mercado brasileiro.
Projeção para o ano
A Ford passou a projetar EBIT ajustado entre US$ 10,5 bilhões e US$ 11 bilhões em 2026. Antes, o limite inferior era US$ 10 bilhões. A faixa esperada de fluxo de caixa livre ajustado permaneceu entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões.
A revisão melhora o piso da expectativa anual, mas continua sendo uma projeção. O resultado final depende dos custos, da produção e da demanda nos próximos meses.
Nos segmentos, a divisão de elétricos Model e registrou prejuízo operacional de aproximadamente US$ 1,1 bilhão, menor que o de um ano antes. Já Ford Blue e Ford Pro tiveram queda no EBIT, conforme o comunicado. A empresa ressalva que seu cenário não incorpora uma escalada significativa do conflito no Oriente Médio ou uma forte retração da economia americana.





















