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Brasil apresenta em Antália caminhos para financiar ações climáticas até 2035

Relatório apresentado na véspera da COP31 trata da meta de mobilizar ao menos US$ 1,3 trilhão por ano para países em desenvolvimento.

Vista panorâmica de arquivo do porto de Antália, cidade que sedia a COP31.
Antália, arquivo · A. Ostrovski / CC BY-SA 3.0 (adapt.).

A presidência brasileira da COP30 apresentou neste domingo (8), em Antália, na Turquia, um relatório sobre como ampliar o financiamento climático aos países em desenvolvimento, segundo reportagem de Américo Martins, da CNN Brasil. A apresentação ocorreu na véspera da abertura da COP31.

A meta de mobilizar ao menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 vem da decisão tomada na COP29, em Baku. Ela abrange fontes públicas e privadas e não corresponde a dinheiro já contratado ou desembolsado.

De onde viriam os recursos

Segundo a CNN Brasil, o relatório estima que, mantidas as tendências atuais, o fluxo anual chegaria a cerca de US$ 461 bilhões em 2035. A análise indica que doações, empréstimos em condições favoráveis e garantias poderiam aumentar o volume, ao lado de investimentos privados e cooperação entre países em desenvolvimento.

O documento também examina receitas potenciais de taxas e do mercado de carbono, segundo a reportagem. A inclusão dessas possibilidades no relatório não cria impostos nem obriga países a adotá-los.

O que vai para a COP31

A presidência brasileira havia informado que levaria à COP31 uma primeira avaliação da implementação do roteiro de Baku a Belém. Esse trabalho é distinto dos documentos divulgados em 3 de novembro sobre a redução do desmatamento e a transição dos combustíveis fósseis.

A conferência vai de 9 a 20 de novembro, conforme a ONU. O financiamento segue na agenda; as projeções apresentadas em Antália dependem de decisões e aportes futuros.

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