
Autoridades militares do Sudão detiveram neste domingo (8) Ahmed Haroun, ex-integrante do governo de Omar al-Bashir e procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A Associated Press ouviu dois advogados de defesa de Haroun. A Reuters obteve a informação com dois dirigentes do partido do ex-governante.
A detenção foi relatada por fontes diferentes às duas agências. A localização atual de Haroun não estava confirmada, e não houve anúncio de transferência para o Tribunal Penal Internacional.
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O processo sobre Darfur
O mandado do tribunal, de 2007, está ligado a 20 acusações de crimes contra a humanidade e 22 de crimes de guerra por fatos ocorridos em Darfur entre 2003 e 2004. O tribunal atribui a Haroun, então ministro de Estado do Interior, participação na coordenação de forças envolvidas nos ataques. Ele nega as acusações, segundo a Associated Press.
Haroun preside o Partido do Congresso Nacional, que governou o Sudão no período de al-Bashir. A legenda pediu sua libertação e atribuiu a detenção às declarações que ele deu em um podcast no sábado. O motivo não foi esclarecido pelas autoridades militares no material disponível.
A ordem do tribunal se refere a crimes atribuídos a Haroun no conflito do início dos anos 2000. A guerra entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido começou em 2023 e é o contexto da nova detenção.





















