Política

Mensagem atribuída a Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos”

Relato trata da crítica à carta de Flávio após o pastor defender sua saída do país. Manifestações são de 28 de outubro; Rodovalho e Cláudio Duarte tiveram posições diferentes.

Silas Malafaia fala ao microfone no Rio de Janeiro em 11 de abril de 2019; fotografia de arquivo, não registra as manifestações de outubro de 2026.
Malafaia (arquivo, 2019). Marcos Corrêa/PR · CC BY 2.0.

A reação de Silas Malafaia à carta de Flávio Bolsonaro acrescentou uma crítica à família ao debate entre pastores aliados do senador. Segundo reportagem de Rafael Moraes Moura, na coluna de Malu Gaspar, em O Globo, uma mensagem enviada pelo pastor a aliados na quarta-feira (28) atacou os filhos de Jair Bolsonaro e as pessoas que os aconselham.

O relato é posterior à entrevista em que Malafaia defendeu a decisão de Flávio de deixar o Brasil. São manifestações sobre aspectos diferentes do episódio: a saída do país e a redação da carta divulgada dos Estados Unidos.

A crítica atribuída ao pastor

A coluna reproduz a frase “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos” e relata que Malafaia censurou a divulgação de uma carta seguida de correções. O pastor também teria classificado o grupo como amador. Procurado pela equipe do jornal, não quis acrescentar comentários.

O conteúdo da mensagem privada é atribuído à apuração de O Globo. O Matutino não teve acesso ao original, e reproduções do mesmo relato não constituem confirmações independentes.

A mensagem reproduzida pelo jornal também contém uma avaliação do pastor sobre o apoio de Donald Trump. Essa avaliação não equivale a uma decisão oficial do governo americano.

A defesa da viagem e as outras reações

Na reportagem de Anna Virginia Balloussier publicada pela Folha de S.Paulo em 28 de outubro, Malafaia qualificou como “corretíssima” a saída de Flávio. Disse ter conversado com o senador na segunda-feira (26) sobre a derrota eleitoral, mas negou ter sido informado de um plano para deixar o país.

À Folha, o pastor disse ter revisto a crítica que fizera à viagem de Jair Bolsonaro aos EUA após a eleição de 2022. A fala antiga se refere ao pai, não à saída de Flávio em 2026.

Na mesma cobertura, Rodovalho justificou a saída do senador com uma referência à proteção contra perseguições. Cláudio Duarte, por sua vez, tratou o resultado eleitoral como encerrado e disse desejar que o país cresça.

São avaliações dos religiosos, relatadas pela Folha, sem representar uma posição única dos evangélicos.

O que a carta não altera

Flávio substituiu a apresentação como presidente eleito por “líder do Brasil”, mantendo acusações de fraude sem apresentar provas. A mudança está detalhada na comparação das versões já publicada pelo Matutino.

O resultado oficial anunciado pelo TSE foi de 51,79% dos votos válidos para Lula e 48,21% para Flávio. As manifestações dos aliados e a revisão da carta não modificam esse resultado.

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