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Coreia do Sul relata lançamento de cerca de dez mísseis pelo Norte

Militares sul-coreanos estimam voo de 250 km a partir de Wonsan. Japão detectou possível míssil balístico e não confirmou queda em seu território ou em sua zona econômica exclusiva.

Ilustração editorial por IA de radar numa costa genérica ao amanhecer; não mostra instalação, localização ou lançamento real na península coreana.
Radar costeiro genérico. Ilustração por IA: Matutino.

As Forças Armadas da Coreia do Sul informaram que a Coreia do Norte lançou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance nesta quinta-feira (29), em direção ao mar a leste da península. Segundo o Estado-Maior sul-coreano, citado pela Reuters e pela Associated Press, os projéteis partiram da região de Wonsan e percorreram aproximadamente 250 quilômetros.

A quantidade, o alcance e a classificação como mísseis de curto alcance são informações atribuídas aos militares sul-coreanos. O Matutino não realizou rastreamento próprio dos projéteis.

O que confirmou o Japão

Em comunicado de 29 de outubro, o Ministério da Defesa japonês relatou o lançamento de um possível míssil balístico por volta de 12h36, no horário local. O documento afirma que o objeto teria caído perto da costa leste da península coreana.

O Japão não confirmou entrada em seu território ou em sua zona econômica exclusiva. Naquele comunicado, também não havia informação confirmada de danos a aeronaves ou embarcações próximas.

A nota informa que os governos japonês, sul-coreano e americano analisavam os detalhes em coordenação. Seul reforçou a vigilância para eventuais novos lançamentos, segundo as duas agências.

Tensão na fronteira

Os disparos ocorrem em meio a divergências sobre a fronteira e ao anúncio norte-coreano de preparar alto-falantes de propaganda. Seul propôs conversas militares para reduzir o risco de confrontos; a AP relata que ainda não havia resposta de Pyongyang.

Esse contexto não comprova, sozinho, a motivação específica do lançamento. A atribuição de uma causa direta continua sendo uma interpretação, não uma conclusão técnica demonstrada pelo comunicado japonês.

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