
Fios de cabelo humano preservados em uma sepultura no sul da Sibéria apresentaram vestígios químicos compatíveis com o uso de cannabis. O estudo, publicado em 5 de novembro, examinou o túmulo de Tunnug 1, na atual República de Tuva, na Rússia.
A equipe datou diretamente seis sementes por radiocarbono. Junto com outras datações do túmulo, os resultados situam o depósito no começo do século 8 a.C. As sementes, por si só, registram a presença da planta.
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O que apareceu nos fios
A análise detectou sinais consistentes com canabinol, composto que pode se formar pela oxidação do THC. Os pesquisadores também observaram sinais mais fracos compatíveis com THC. Em conjunto com as sementes, esses vestígios sustentam a interpretação de uso psicoativo.
O túmulo foi associado a membros de posição elevada da sociedade cita, que ocupava áreas da estepe eurasiática. Os pesquisadores consideram que a presença das sementes pode estar ligada ao contexto funerário.
Os vestígios não permitem calcular a dose nem distinguir ingestão de inalação. A equipe também não estabeleceu se as plantas tinham sido selecionadas ou cultivadas por seus efeitos.





















