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EUA aprovam proposta de venda de 500 mísseis Patriot à Ucrânia

Operação estimada em US$ 2,1 bilhões foi anunciada na sexta-feira; aprovação não significa entrega dos interceptadores.

Lançador americano de defesa aérea Patriot na Polônia, em fotografia de arquivo de 2024.
Patriot na Polônia, arquivo 2024 · Leara Shumate/Exército dos EUA.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou na sexta-feira (30) uma proposta de venda de 500 interceptadores Patriot PAC-3 à Ucrânia, em operação estimada em US$ 2,1 bilhões. A informação foi relatada pela Reuters e pela Associated Press com base no anúncio americano.

A aprovação anunciada é uma etapa de uma venda proposta. Ela não significa que os mísseis já foram fabricados ou entregues à Ucrânia.

Como seria financiada

Segundo a Reuters, a compra usaria contribuições do Canadá, da Alemanha e da Noruega por meio de um programa americano, além de recursos ucranianos apoiados por empréstimo da União Europeia. A Associated Press informou que, conforme o Departamento de Estado, a operação não usaria recursos do governo dos EUA.

As contribuições de parceiros são distintas da autorização americana para a venda; o valor informado é uma estimativa da operação, não uma comprovação de entrega.

O sistema Patriot integra a defesa aérea usada pela Ucrânia para enfrentar ataques russos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vinha alertando sobre a escassez de interceptadores e reclamou de atrasos em entregas anteriores, segundo a Associated Press.

Prazo em aberto

A Reuters ouviu duas pessoas informadas sobre a decisão que avaliam que os mísseis ainda precisam ser produzidos e não devem chegar antes de alguns anos da década de 2030. Uma delas afirmou à agência que o governo ucraniano busca antecipar as entregas.

Esse horizonte é um relato de fontes à Reuters, não uma data oficial de entrega. O conteúdo consultado não comprova que os equipamentos da nova proposta estejam disponíveis para uso imediato.

O registro que ilustra esta matéria mostra um lançador do Exército dos EUA na Polônia em setembro de 2024. A fotografia é de arquivo e não retrata equipamentos da venda proposta.

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