
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo americano tenha participado diretamente dos preparativos para a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Segundo ele, o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada do parlamentar em território americano.
A negativa trata da participação direta do governo dos EUA nos movimentos para deixar o Brasil. Rubio também afirmou que Trump havia autorizado a entrada do senador nos Estados Unidos; são decisões diferentes.
LEIA TAMBÉM
A declaração foi dada em Atlanta, durante a reunião de chanceleres do G20, e relatada pela CNN Brasil e pela Itatiaia. Os relatos atribuem ao secretário a afirmação de que Flávio já tinha visto e que a autorização para entrar no país seria concedida se chegasse a um ponto de entrada americano.
O que a declaração esclarece
A fala apresenta a posição do chefe da diplomacia americana. Ela não é uma comprovação independente de todas as etapas da viagem nem identifica todas as pessoas que atuaram em sua organização.
Em relato anterior, o assessor americano Jason Miller afirmou ter providenciado o avião usado no deslocamento. A afirmação de Miller diz respeito à aeronave; a negativa de Rubio se refere à atuação direta do governo americano. As duas declarações, por si sós, não estabelecem uma conclusão sobre toda a logística.
Flávio havia dito na sexta-feira (30), em transmissão nas redes sociais, que decidiu sair do Brasil com a esposa e pediu que aliados não fossem responsabilizados. O senador nega irregularidades na investigação em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega de seus passaportes.
As versões dos envolvidos precisam ser consideradas separadamente. A manifestação de Rubio não equivale a uma decisão judicial e não encerra a apuração sobre a viagem.
A foto desta página mostra Rubio em uma coletiva na Casa Branca em maio de 2026. É uma imagem de arquivo, não um registro da fala deste sábado em Atlanta.





















