Economia

BCE mantém juros e aponta risco de mais inflação com energia cara

Taxa de depósito permanece em 2,50% ao ano. Banco europeu vê pressão dos preços de energia e reafirma que decidirá os próximos passos conforme os dados.

Ilustração editorial por IA de moedas de euro, calendário sem escrita e arquitetura de vidro; não é fotografia do BCE nem registro de reunião.
Área do euro. Ilustração por IA: Matutino.

O Banco Central Europeu decidiu nesta quinta-feira (29) manter suas três taxas básicas de juros. No comunicado, a instituição relacionou a continuidade da alta dos preços de energia a riscos de mais inflação e de menor crescimento na área do euro.

A taxa de depósito permanece em 2,50% ao ano. As taxas de refinanciamento principal e de empréstimo marginal seguem em 2,65% e 2,90%, respectivamente.

O conselho informou que a inflação subjacente estava globalmente estável e que ainda não identificava uma reação significativa dos salários ao choque energético. Ao mesmo tempo, avaliou que a duração e a intensidade desse choque aumentaram os riscos para a economia.

Próxima decisão permanece em aberto

O BCE não assumiu compromisso com uma sequência de altas ou cortes. A decisão sobre os juros continuará a depender dos dados, reunião a reunião.

A Reuters relata que investidores e economistas trabalham com a possibilidade de nova alta em dezembro. Essa expectativa não equivale a uma decisão já tomada pelo banco.

O comunicado também informa que as carteiras dos programas de compra de ativos APP e PEPP seguem diminuindo, pois os valores de títulos que vencem deixaram de ser reinvestidos.

Juros e comando do banco

A manutenção das taxas é uma decisão de política monetária. O anúncio de que Christine Lagarde deixará a presidência em fevereiro é um assunto distinto.

A saída futura de Lagarde foi noticiada nesta manhã. A decisão de juros desta quinta-feira mantém as taxas atuais e não estabelece um compromisso para a reunião seguinte.

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