
A República Democrática do Congo iniciou na sexta-feira (23) o ensaio clínico Tumaini, que avaliará vacinas candidatas contra o vírus Bundibugyo, responsável pelo surto de ebola no país. O primeiro participante recebeu a dose em Bunia, na província de Ituri, conforme comunicado dos responsáveis pelo estudo e boletim da Organização Mundial da Saúde.
Ainda não há vacina aprovada especificamente contra Bundibugyo. O início do ensaio não comprova eficácia e não representa uma campanha com proteção já estabelecida contra esse vírus.
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Como será a pesquisa
Segundo o Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, o estudo de fases 2/3 pretende avaliar segurança, resposta imunológica e eficácia. A plataforma permite examinar diferentes candidatos e utiliza vacinação em anel, dirigida a contatos com alto risco de infecção.
O primeiro produto a entrar é Ervebo, já licenciado para prevenir a doença causada pelo vírus Ebola da espécie Zaire. Seu uso no estudo não significa que a proteção possa ser automaticamente transferida para Bundibugyo. Os responsáveis também preparam a entrada de candidatos específicos desenvolvidos pela Moderna e pela Universidade de Oxford com o Serum Institute of India.
Surto continua em oito províncias
Em boletim de 23 de outubro, com balanço datado de 20 de outubro, a OMS registra 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes na RDC, em oito províncias. São números daquele recorte, não uma contagem em tempo real deste sábado. O comunicado do instituto usa outro balanço; os totais não foram combinados.
A OMS aponta dificuldades na detecção e no acesso oportuno aos cuidados. A pesquisa ocorre dentro da resposta ao surto e não substitui vigilância, identificação de casos, atendimento e acompanhamento de contatos.
Atualização de 24/10: esta matéria, originalmente publicada sobre a expansão para a oitava província, foi ampliada com o início do ensaio e o boletim da OMS. A publicação original e a URL foram preservadas.




















