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RDC inicia estudo de vacina contra Bundibugyo; proteção ainda não está comprovada

Primeiro participante recebeu dose em Bunia em 23 de outubro; ensaio Tumaini avaliará candidatos contra o vírus responsável pelo surto de ebola.

Militar de missão de paz recebe vacina contra ebola em Pinga, na República Democrática do Congo, em 2019.
Vacinação contra ebola em Pinga, Kivu do Norte, em 31/08/2019. Foto de arquivo: MONUSCO/Force — CC BY-SA 2.0. A imagem documenta campanha anterior, não o estudo Tumaini nem a vacinação contra Bundibugyo em 2026. Origem da fotografia. Condição de uso.

A República Democrática do Congo iniciou na sexta-feira (23) o ensaio clínico Tumaini, que avaliará vacinas candidatas contra o vírus Bundibugyo, responsável pelo surto de ebola no país. O primeiro participante recebeu a dose em Bunia, na província de Ituri, conforme comunicado dos responsáveis pelo estudo e boletim da Organização Mundial da Saúde.

Ainda não há vacina aprovada especificamente contra Bundibugyo. O início do ensaio não comprova eficácia e não representa uma campanha com proteção já estabelecida contra esse vírus.

Como será a pesquisa

Segundo o Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, o estudo de fases 2/3 pretende avaliar segurança, resposta imunológica e eficácia. A plataforma permite examinar diferentes candidatos e utiliza vacinação em anel, dirigida a contatos com alto risco de infecção.

O primeiro produto a entrar é Ervebo, já licenciado para prevenir a doença causada pelo vírus Ebola da espécie Zaire. Seu uso no estudo não significa que a proteção possa ser automaticamente transferida para Bundibugyo. Os responsáveis também preparam a entrada de candidatos específicos desenvolvidos pela Moderna e pela Universidade de Oxford com o Serum Institute of India.

Surto continua em oito províncias

Em boletim de 23 de outubro, com balanço datado de 20 de outubro, a OMS registra 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes na RDC, em oito províncias. São números daquele recorte, não uma contagem em tempo real deste sábado. O comunicado do instituto usa outro balanço; os totais não foram combinados.

A OMS aponta dificuldades na detecção e no acesso oportuno aos cuidados. A pesquisa ocorre dentro da resposta ao surto e não substitui vigilância, identificação de casos, atendimento e acompanhamento de contatos.

Atualização de 24/10: esta matéria, originalmente publicada sobre a expansão para a oitava província, foi ampliada com o início do ensaio e o boletim da OMS. A publicação original e a URL foram preservadas.

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