Economia

Newcastle: Malásia e México restringem aves do Brasil; outros três mercados limitam SC

Balanço da Cidasc publicado em 23 de outubro registra 352 propriedades vistoriadas; restrições comerciais continuam apresentadas com a data da nota do Mapa.

Dois perus em uma criação ao ar livre no Quênia, em fotografia de arquivo de 2020
Perus em criação no Quênia, em 16 de agosto de 2020. Imagem ilustrativa de arquivo, sem relação com a granja catarinense. Foto: Anitah Pezz/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Origem da imagem. Licença.

A Malásia e o México suspenderam importações de produtos avícolas provenientes de todo o Brasil após o foco de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. O alcance das medidas consta de balanço do Ministério da Agricultura publicado em 21 de outubro, às 14h40.

A atualização acrescenta a Malásia à lista nacional acompanhada nesta reportagem. Arábia Saudita, China e Chile mantêm restrições a produtos originários de Santa Catarina, segundo a mesma nota.

Os embargos não atingem necessariamente os mesmos produtos. A lista distingue restrições nacionais de medidas limitadas a Santa Catarina; não é uma suspensão geral de toda exportação brasileira de alimentos.

O que cada mercado suspendeu

A Malásia restringiu carnes, produtos cárneos e miúdos de aves. O México inclui carne e miúdos, aves vivas, ovos férteis, pintinhos de até três dias e determinados grupos de aves destinadas ao comércio ou à companhia.

Entre os mercados com restrição a Santa Catarina, Arábia Saudita e China atingem carnes e produtos cárneos de aves. A lista chilena inclui carne fresca, produtos que a contenham, diferentes tipos de ovos, pintinhos e aves ornamentais.

Emergência e controle do foco

O foco foi confirmado em 18 de outubro. O estabelecimento foi interditado e a movimentação de aves suspensa, conforme o comunicado inicial do ministério.

A emergência zoossanitária de 60 dias abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A área da emergência brasileira e o alcance dos embargos comerciais são definições distintas.

O ministério diz negociar com os países importadores a retomada do comércio. A nota de 21 de outubro não anuncia o fim das suspensões nem uma data confirmada para reabrir esses mercados.

Sobre alimentos, o Mapa afirma que os produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo. O foco e as restrições continuam sob acompanhamento do serviço veterinário e das autoridades comerciais.

Atualização de 22/10: incorporado o balanço do Mapa de 21/10, com Malásia, Arábia Saudita e a discriminação dos produtos atingidos. Preservados a publicação original de 19/10, o ID e a URL. A data da nota foi explicitada para não apresentar os embargos como anúncios feitos hoje.

Vigilância no entorno da granja

A Cidasc informou em boletim de sexta-feira (23), às 13h35, que 352 propriedades haviam sido vistoriadas: 256 de subsistência e 96 comerciais. Na quinta-feira (22), 28 equipes atuaram em campo.

Segundo a companhia, o enterrio das 6.526 aves e de insumos do estabelecimento afetado terminou em 21 de outubro. A nota registra limpeza concluída e desinfecção em andamento, além de quatro postos de controle de trânsito.

O plano de vigilância abrange 1.680 propriedades. Esse universo não significa 1.680 focos da doença, nem autoriza concluir que todas as propriedades já foram inspecionadas.

Atualização de 24/10: acrescentado o balanço de controle publicado pela Cidasc em 23/10. Os números de campo são datados, não uma nova contagem de hoje; o histórico comercial de 21/10 permanece identificado.

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